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Dor no Ombro, Bursite, tendinite do ombro, Síndrome do impacto do ombro, lesão do manguito rotador do ombro

Dr Joel Murachovsky, médico ortopedista, especialista em doenças do ombro e cotovelo, cirurgia de Ombro, artroscopia de Ombro

Novidades sobre a síndrome do Impacto do Ombro e Lesão do Manguito Rotador

Esse ano foi um ano de muitos congressos internacionais: Academia Americana, Isakos, Europeu de Ombro e Latino Americano de Ombro e Cotovelo. Apresentamos nossas pesquisas nesses eventos (Exceto no Europeu)  e uma delas foi premiada como melhor pesquisa do Congresso Latino Americano de Ombro, realizado em Rosario na Argentina. Essa pesquisa analisa a cicatrização do manguito rotador, após sua reparação, comparando o uso de Plasma Rico em Plaquetas com casos em que não foi realizado seu uso. Nossa pesquisa foi uma analise histologica que não mostrou vantagens em usar tal produto.

O que sabemos hoje:

– Na grande maioria das vezes se o paciente tem uma lesão parcial do manguito rotador de 50% ou mais de sua espessura, essa lesão vai aumentar e se completar

– Lesões completas do manguito Rotador tendem a aumentar com o passar do tempo, se não tratadas, e pior, o tendão não tratado vai perdendo suas caracteristicas histologicas e fica mais fino e acaba sendo substituido por tecido gosduroso

–  A CICATRIZAÇÃO de uma lesão do manguito rotador ( se operado) depende do tamanho da lesão e idade do paciente, ou seja, quanto mais velho o paciente e quanto maior a lesão do tendão do manguito rotador, pior será a chance desse tendão cicatrizar

– Lesões traumáticas do Manguito Rotador apresentam melhores resultados quando operadas nos 3 primeiros meses

– O cigarro  prejudica muito a cicatrização do manguito rotador e isso é proporcional ao número de cigarros por dia

– O Uso de Palsma Rico em Plaquetas não se mostrou eficiente no auxílio das reparações do Manguito Rotador

-Trabalhos que usaram certos tipos de proteínas e fatores de crecimento em animais mostraram melhor cicatrização do manguito rotador.

A síndrome do impacto e lesão do manguito rotador são as pricipais causas de dor no Ombro, entender a evolução desse problema é importante para que as melhores decisões sejam tomadas entre o médico e o paciente.

Dor no Cotovelo, Bursite no Cotovelo, Epicondilite do cotovelo, Cirurgia do Cotovelo – Artroscopia

Dr Joel Murachovsky, médico ortopedista, especialista em doenças do ombro e cotovelo, cirurgia do cotovelo, artroscopia do cotovelo.

Dor no cotovelo : o que pode ser? saiba mais sobre as causas de dor no cotovelo

Diversas são as causas para a dor no cotovelo e elas variam com a idade.  Podem ser por trauma (quedas, acidentes), luxações, tendinites, bursites e artrose e, dependendo de sua intensidade pode atrapalhar às atividades da vida diária. Como dito antes, a dor no cotovelo pode ser apenas um espasmo muscular, ou seja, uma dor muscular no cotovelo, causada por uma leve contratura ou pode ser uma simples bursite do olecrano do cotovelo, mas pode ser algo mais complexo como uma lesão do bíceps na sua inserção (lesão do bíceps distal) ou até uma artrose do cotovelo. Não podemos esquecer  das doenças da coluna cervical que podem dar dor no território do cotovelo e podem confundir o paciente. Dentre as pricipais causas de dor no cotovelo, podemos pontuar a bursite do olecrano e a epicondilite lateral, mas a artrose é a que mais preocupa, pois seu tratamento é mais complexo, sendo que as vezes é necessário o tratamento com uma prótese de cotovelo. Algumas doenças do cotovelo acometem mais o cotovelo Esquerdo, outras o cotovelo dominante, que geralmente é o cotovelo Direito e, por vezes tanto o cotovelo  Esquerdo como o cotovelo Direito podem estar acometidos.   É importante que  o paciente tenha consciência  de que não é normal permanecer com dor. Uma dor persistente, assim como incapacidade para certas atividades devem preocupar. A dor é um sinal importante de que algo não vai bem em nosso corpo e, é interessante que um especialista em cirurgia de cotovelo seja procurado para, primeiramente, diagnosticar corretamente qual o problema e, em seguida, tratá-lo da melhor maneira possível.

Dor no ombro, bursite do ombro, cirurgia do ombro

Dr Joel Murachovsky, médico ortopedista, especialista em doenças do ombro e cotovelo, cirurgias do ombro, artroscopia do ombro.

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O que é uma prótese de Cotovelo? Quando é indicada?

Texto de Dr. Joel Murachovsky          CRM 86486

Médico ørtopedista especialista em Cirurgia de Ombro e Cotovelo

Contatos:   11- 37391334        ou         11- 32554395

O que é uma prótese de Cotovelo?

A prótese de cotovelo é a substituição da estrutura óssea desgastada do úmero distal e da ulna proximal por metal, que são acoplados por um parafuso especial interligado a um plástico especial, chamado de polietileno.

Quando indicamos uma prótese de Cotovelo?

 

A Prótese de cotovelo é indicada para pacientes que apresentam uma dor no cotovelo que não melhora com fisioterapia e, é  relacionada a um desgaste da articulação do cotovelo, fazendo com que o paciente apresente uma perda significativa da mobilidade articular pelo desgaste e pela deformidade que ocorre nessa articulação. Também, certas  fraturas agudas que acometem a articulação do cotovelo podem ser de indicação para prótese, dependendo da idade do paciente e demanda do mesmo.  Esse desgaste articular ocorre mais comumente por uma artrite, sendo a mais comum a artrite reumatóide; por artrose, ou por sequela de fratura.

Qual tipo de prótese preciso?

Prótese total de Cotovelo

 

Embora existam diversos tipos e modelos de próteses de cotovelo, no Brasil só temos disponível a prótese de cotovelo total semi-constricta. Por isso, as indicacões no nosso país acabam sendo mais restritas.

Como é feito o procedimento?

 

Para realização da prótese fazemos um corte grande na parte posterior do cotovelo. Realizamos pequenos cortes na  área desgastada do úmero e da ulna e, as substituímos por uma estrutura metálica que se unem por meio de um parafuso especial que simula uma nova articulação junto de um plastico especial que chamamos de polietileno.  Durante a cirurgia deve-se tomar cuidado para não causar uma lesão neurólogica, já que nervos importantes passam muito perto das estruturas abordadas nessa cirurgia

Como é o pós-operatório?

O  pós-operatório é um pouco doloroso e o paciente deve usar uma tipóia que ajuda a diminuir essa dor. O paciente inicia a fisioterapia assim que o dreno de aspiração é retirado de dentro da articulação do cotovelo, geralmente, no segundo dia após a cirurgia.. De inicio a preocupação é ganhar a amplitude de movimento e após o ganho da força muscular.


O que é uma Prótese de Ombro? Quando ela é indicada?

Texto de Dr. Joel Murachovsky        CRM 86486

Médico cirurgião especialista em cirurgia de Ombro e Cotovelo

Contatos: 11- 37391334     ou  11- 325544395

O que é uma Prótese de Ombro

A prótese de ombro é a substituição da cartilagem da cabeça do úmero por metal e, eventualmente, a substituição da cartilagem da glenóide por um plástico especial, chamado de polietileno.

 

Indicações para Prótese de Ombro

A Prótese de ombro é indicada para pacientes que apresentam uma dor no ombro que não melhora com fisioterapia e, é  relacionada a um desgaste da articulação do ombro, fazendo com que o paciente apresente uma perda significativa da mobilidade articular pelo desgaste e pela deformidade que ocorre nessa articulação. Esse desgaste articular ocorre mais comumente por uma artrite, sendo a mais comum a artrite reumatóide; por artrose, por necrose da cabeça do úmero. Também uma lesão irreparável do manguito rotador pode levar a um desgaste da articulação do ombro e pode ser  necessário uma substituição por prótese dessa articulação caso o paciente apresente muita dor e perda funcional.

 

Qual prótese de Ombro usar?

prótese total

A prótese de ombro a ser utilizada pode ser uma prótese de superfície, quando apenas a cabeça do úmero está  muito desgastada,  mas pouco deformada. Pode, também, ser uma prótese parcial quando a cabeça do úmero esta muito desgastada e deformada, ou total, quando tanto a cabeça do úmero quanto  a glenóide estão desgastados. Outro tipo de prótese, a prótese reversa é indicada nos casos que o paciente apresenta um desgaste da articulação do ombro, associado a uma lesão irreparável do manguito rotador.

Protese de superficie

Como é  o Procedimento da prótese de Ombro ?

 

Para realização da prótese de Ombro fazemos um corte grande na parte da frente do ombro, que chamamos de de via de acesso delto-peitoral. Realizamos pequenos cortes na  área desgastada da cabeça do úmero e a substituímos por uma estrutura metálica. Quando a glenóide também está desgastada, pequenos cortes são realizados e a substituímos por um plástico especial, chamado polietileno. Durante a cirurgia deve-se tomar cuidado para não causar uma lesão neurólogica, já que nervos importantes passam muito perto das estruturas abordadas nessa cirurgia

Como é o Pós-operatório da Prótese de Ombro?

O pós-operatório da prótese de ombro é um pouco doloroso e o paciente deve usar uma tipóia que ajuda a diminuir essa dor. O paciente inicia a fisioterapia assim que o dreno de aspiração é retirado de dentro da articulação do ombro, geralmente, no segundo dia após a cirurgia.. Exercícios são orientados e devem ser realizados diariamente pelo paciente. No inicio, se baseam mais nos alongamentos e posteriormente no fortalecimento da cintura escapular.

TENDINITE DO TRÍCEPS (TRICIPITAL)

Texto de Dr. Joel Murachovsky        Contatos: 11-37438251   ou    11-32570763

TENDINITE DO TRÍCEPS DO BRAÇO       Causas, Sintomas e Tratamento

Inserção do tríceps no Olécrano

A tendinite do tríceps causa dor na porção posterior do cotovelo. Essa dor pode ser leve e ocasional mas pode se tornar forte e limitar mesmo as atividades da vida diária do paciente, podendo inclusive limitar os movimentos do cotovelo e impedir o paciente de pegar qualquer peso.

A Principal causa para levar a inflamação e edema no tríceps é o sobre uso do cotovelo, sendo isso mais comum em esportistas e pessoas que executem uma função de movimentos repetitivos durante o trabalho, mas um trauma indireto sobre o cotovelo, geralmente uma queda, na qual se apóia a mão com extensão do cotovelo, pode levar a lesão parcial do tendão que sofre um processo inflamatório localizado.

Normalmente o paciente apresenta uma dor à palpação localizada na região posterior do cotovelo, mais comum próximo a inserção do tendão junto ao olécrano. Pode haver um edema local e geralmente a dor do paciente piora ao realizar uma resistência ao movimento de extensão do cotovelo. O paciente pode ainda reclamar de dor ao apoiar o cotovelo sobre regiões de superfície dura.

O exame de Raio- X pode mostrar a presença de um esporão na ponta do olecrano, isso ocorre por tração do tendão do tríceps junto a sua inserção e isso é um sinal indireto da inflamação do tendão. As vezes esse esporão é causa de dor localizada e causa dor quando o paciente apóia o cotovelo.

A Ressonância Magnética pode evidenciar a presença da inflamação do tendão do tríceps e sua gravidade, incluindo possíveis lesões parciais do tendão.

O tratamento de início deve ser conservador, baseado no repouso relativo do membro acometico, crioterapia, fisioterapia analgésica, exercícios de alongamento e, eventualmente uso de analgésicos e/ou anti-inflamatório. Devemos lembrar que existem diversas doenças sistêmicas que podem levar a inflamação do tríceps, tais como: dermatomiosite, polimiosite, cigarro e Esclerodermia e, dessa maneira, nesses casos, temos que tratar a doença de base, além da inflamação

O tratamento cirúrgico é indicado na falha do tratamento conservador  e depende da atividade do paciente, idade e suas condições clínicas.

RIGIDEZ DO COTOVELO

Dr. Joel Murachovsky         Especialista em Cirurgia de Ombro e Cotovelo

contatos: 11- 37391334    ou   11- 32554395

RIGIDEZ DE COTOVELO Causas, Sintomas e Tratamento

O cotovelo é uma articulação do tipo dobradiça, caracterizada pelo íntimo contato entre as superfícies articulares. Embora isso seja útil, no sentido de maior estabilidade dessa articulação, pequenas deformidades podem causar bloqueios ósseos e, como conseqüência, perda de movimento do cotovelo.

A amplitude de movimento de um cotovelo normal é, na grande maioria dos casos, de 0 graus de extensão e 145 graus de flexão e 90 graus de pronação e 90 graus de supinação. Contudo para as atividades básicas do dia a dia uma amplitude de movimento de -25 graus a 125 graus é suficiente. Uma supinação e pronação de 50 graus são aceitáveis.

As causas de uma rigidez  do cotovelo podem ser por alterações que ocorrem dentro da articulação do cotovelo, que chamamos de intrínsicas, como também por comprometimento do tecido ao redor da articulação do cotovelo, que chamamos de causas extrinsicas.   Eventualmente  a causa pode ser mista, ou seja, ocorrem as duas situações descritas previamente. Exemplos de causa intrínsica: artrose pós-traumática, artrose primária, artrite reumatóide, infecção e consolidação viciosa. Exemplos de causas extrínsicas: queimadura, ossificação heterotópica, doenças congênitas, tais como a artrogripose. As causas mais comuns de rigidez são:fibrose de partes moles, miosite ossificante,obstrução pelo implante, calo ósseo exuberante e mau alinhamento articular.

A rigidez de cotovelo é a complicação mais frequente após um trauma e /ou cirurgia. O grau de rigidez, geralmente, é proporcional ao trauma inicial que esse cotovelo sofreu e ao grau de acometimento da superfície articular.

Outra causa comum de rigidez é o tempo prolongado de imobilização do cotovelo.

O diagnóstico da causa da rigidez se faz por meio de radiografias simples, tomografia, ressonância magnética e cintilografia óssea. A radiografia é capaz de detectar a presença de corpos livres, osteófitos, ossificação heterotópica, o espaço articular e o posicionamento de implantes.

Raio-x mostrando ossificação heterotópica

O objetivo do tratamento de rigidez é obter um cotovelo que seja capaz de movimentar 100 graus de flexo-extensão (-25º a 125º ) e de pronação e supinação, sem dor e que seja estável. A fisioterapia é indicada, assim como o uso de órteses dinâmicas para ganho progressivo da amplitude de movimento com ângulos fixos e progressivos de ganho.

A cirurgia está indicada para casos que não ganharam a amplitude de movimento funcional do cotovelo e, dependendo da situação pode ser realizada por meio da artroscopia. Contudo, casos de cirurgia prévia em que seja necessário retirar material de sístese,  ou tenha sido realizado anteriorização do nervo ulnar, ou haja uma rigidez extrínsica do cotovelo, o procedimento deve ser realizado pela técnica aberta.

RESSALTO DO TRÍCEPS (TRICIPITAL)

Dr. Joel Murachovsky       Especialista em Cirurgia de Ombro e Cotovelo

Contatos: 11-32570763    ou    11- 37438251

RESSALTO DO TRÍCEPS DO BRAÇO Causas, Sintomas e Tratamento

O ressalto do tríceps é uma alteração incomum de causa de dor no cotovelo, mais precisamente na sua porção medial e, pode, ou não, ter sintomatologia de neurite do nervo ulnar concomitantemente.

O ressalto do tríceps é definido como um fenômeno dinâmico no qual a porção distal do tríceps se desloca por sobre o epicôndilo medial do cotovelo durante o movimento de flexo-extensão do cotovelo.

O paciente normalmente se queixa de uma dor à  palpação na região medial do cotovelo próximo ao epicôndilo medial e, se queixa de um ressalto visível no local que por vezes é doloroso. Tal alteração normalmente coexiste com um luxação do nervo ulnar e, o paciente pode reclamar de alterações sensoriais e parestesia no território do nervo ulnar (formigamento no território do 4º e 5º dedos da mão), mais comumente durante atividades físicas, tais como: flexão de braço, levantamento de peso e nadando.

É mais comum de ocorrer em homens, especialmente aqueles que trabalham com peso ou esportistas que fazem muita força com o cotovelo e, geralmente, os sintomas se iniciam durante a adolescência ou no adulto jovem.

Ultra-som e ressonância magnética podem auxiliar no diagnóstico, mas há a necessidade de realizar esses exames em flexão e extensão. A ressonância pode mostrar processo inflamatório na cabeça medial do tríceps e edema ósseo no território do epicôndilo medial. O exame de ultra-som pode demonstrar dinamicamente o ressalto do tríceps. Já a eletroneuromiografia normalmente é negativa, pois trata-se de uma compressão dinâmica do nervo ulnar.

O tratamento de inicio deve ser conservador, baseado no repouso relativo do membro afetado, evitando-se sobrecargas que levam ao ressalto do tríceps e do nervo ulnar, além de fisioterapia analgésica e, eventualmente, o uso de analgésicos e/ou anti-inflamatórios. Se os sintomas persistirem por mais de 3 a 6 meses é indicado o tratamento cirúrgico. O tratamento cirúrgico do ressalto do tríceps se baseia na ressecção parcial da cabeça medial do tríceps, o suficiente para impedir o ressalto do tríceps. Alguns preferem soltar a inserção da cabeça medial do tríceps e suturá-la junto da porção média do tendão. O nervo ulnar, se estiver envolvido no problema, deve ser anteriorizado.

Após a cirurgia o paciente deve ficar uma semana, imobilizado com tala gessada em 70º de flexão. Após essa semana, inicia-se o ganho de amplitude de movimento e após seis semanas inicia-se o trabalho de fortalecimento do tríceps. Geralmente os resultados são muito bons.

OSTEOCONDRITE DISSECANTE

Dr. Joel Murachovsky    Especialista em Cirurgia de Ombro e Cotovelo

contatos: 11- 37438251     ou    11- 32570763

OSTEOCONDRITE DISSECANTE DO COTOVELO Causas, Sintomas e Tratamento

A osteocondrite do cotovelo é causa de dor no cotovelo e representa 6% de todas as osteocondrites. Mais comumente acomete indivíduos na 2º década de vida, sendo rara antes dos 10 anos e depois dos 55 anos de vida. Na maioria dos casos ocorre em pacientes do sexo masculino (85% dos casos), sendo boa parte desses, atletas de arremesso. Pode acometer pacientes do sexo feminino, sendo mais comum em ginastas. Geralmente o lado dominante é o lado afetado e, em, aproximadamente, 20% dos casos  ocorre em ambos os cotovelos.

A osteocondrite dissecante do capítulo ocorre após a fusão do seu centro de ossificação e é resultado de traumas sobre seu osso subcondral, ou seja, o osso localizado logo abaixo da cartilagem, contudo a causa exata dessa patologia ainda não está bem estabelecida.  Porém , sabe-se que em atletas de arremesso, o gesto esportivo leva a uma sobrecarga seguida sobre a articulação radio-capitelar e é essa sobrecarga que provavelmente, vai deteriorando o osso subcondral.   A análise histológica inicial é de uma necrose avascular. O que ocorre  depois é a perda do suporte ósseo dessa cartilagem e sua fragmentação, levando a formação de corpos livres articulares. Esses corpos livres podem levar a bloqueios de repetição e dor, além de sinovite .

Geralmente, o paciente é um atleta jovem, que reclama de dor no cotovelo, mais na sua porção lateral. Essa dor piora  com o gesto esportivo e melhora com o repouso. Pode haver uma perda pequena da extensão do cotovelo de 15 a 20º.  Em casos com presença de corpos livres o atleta reclama de bloqueios freqüentes e pode reclamar de crepitação. Ao exame desse paciente, observa-se edema local, dor a palpação da porção lateral do cotovelo, e perda pequena da extensão do cotovelo.

A doença de Panner lembra muito a osteocondrite do capítulo, mas ocorre na fase em que o centro de ossificação ainda está ativo, ocorrendo necrose avascular e subseqüente recalcificação  local.

Raio-X de Cotovelo com seta demarcando local da Osteocondrite do cotovelo

O Raio-X do cotovelo pode ser normal se a doença estiver em sua fase inicial. Com a progressão da doença é possível se observar uma rarefação óssea no território do capítulo e eventual esclerose subcondral. Com a progressão da doença é possível se observar a presença de um defeito ósseo e, depois, um aplanamento do capítulo. A presença de corpos livres (30% dos casos) também podem ser analisados por meio de radiografias simples (contudo a maioria dos corpos livres não são visíveis ao Raio-X). Em casos  mais crônicos é possível se observar uma alargamento da cabeça do Radio, fechamento prematuro da fise de crescimento do terço distal do úmero e lesões degenerativas relacionadas a incongruência articular radio-capitelar.

A tomografia computadorizada pode  mostrar em maior detalhes a área de lesão óssea, já Ressonância magnética pode mostrar alteração de sinal no território do capítulo , confirmando a osteocondrite dissecante mesmo em suas fases iniciais.

De início o tratamento é conservador (desde que não tenha fragmentos destacados) com repouso do membro acometido, gelo e analgésicos. Já o tratamento cirúrgico é indicado na falha do tratamento conservador, quando há   a presença de corpos livres articulares, contratura em flexão. Tal tratamento pode ser realizado por meio da artroscopia do cotovelo com bons resultados.

No Período pós-operatório o paciente é estimulado a movimentar o cotovelo, órteses podem ser solicitadas para ajudar no ganho da amplitude de movimento. O gelo e analgésicos são importantes coadjuvantes. Após, o paciente é orientado a ganhar força do membro acometido, trabalhando não somente o cotovelo, mas o punho e Mão.  O retorno ao esporte é liberado quando radiografias mostram a remição da doença  e o paciente apresenta a musculatura do membro acometido equilibrada. Particularmente eu gosto de orientar ao atleta para que nesse momento inicie o retorno progressivo ao arremesso, seguindo um programa específico  para isso.

Para prevenir essa lesão deve-se respeitar o número de arremessos que esse paciente pode realizar durante treinos e jogos, que é baseado na idade do atleta.

NEURITE (NEUROPATIA) NERVO ULNAR

Dr. Joel Murachovsky   Especialista em Cirurgia de Ombro e Cotovelo

contatos: 11- 37438251   ou     11- 32554395

COMPRESSÃO DO NERVO ULNAR (NEURITE DO NERVO ULNAR)

Causas, Sintomas e Tratamento

O nervo ulnar é um dor três mais importantes nervos do braço.Ele segue um trajeto próximo dos ossos do membro superior, na região da parte interna do braço. Ao nível do cotovelo ele passa por um “túnel” ósteo-fibroso, que chamamos de túnel cubital, o qual esta localizado na porção posterior e medial do cotovelo. Nesse local é possível sentir o nervo. Após passar o cotovelo, esse nervo segue por entre músculos, até atingir a mão.

Local de compressão do nervo ulnar no cotovelo

O nervo ulnar é responsável pela sensibilidade do 5º dedo e da metade interna do 4º dedo, o anular. Além disso é o responsável pela inervação de alguns músculos importantes do antebraço e de músculos pequenos, mas importantes para o movimento da mão.

A compressão do nervo ulnar ao nível do cotovelo é a segunda mais comum compressão de nervo nos membros superiores. Existem causas que levam a compressão do nervo ulnar ao nível do cotovelo, tais como: sequela de fratura, esporões ósseos causados por tração muscular, cistos e luxação da cabeça medial do triceps. Contudo, na grande maioria das vezes, não sabemos determinar a causa exata dessa compressão. Sabemos, ainda, que muitos pacientes dormem com os cotovelos fletidos, aumentando a pressão sobre o nervo ulnar ao nível do cotovelo e, como isso é realizado de maneira repetitiva, pode levar a sintomatologia de compressão do nervo ulnar. Não é incomum pacientes reclamarem de acordar no meio da noite com os 4º  e 5º dedos com formigamento (o que chamamos de parestesia) ou podem ter dor nesse local.

Região inervada pelo nervo ulnar

Os pacientes podem reclamar de parestesia  noturna como dito anteriormente, ou em situações que exijam que permaneçam com o cotovelo fletido por um tempo. Podem apresentar diminuição da sensibilidade no território do 4º  e 5º  dedos da mão e eventualmente podem reclamar de perda de força para pegar ou segurar objetos ou para realizar  movimentos finos da mão, tais como tocar um instrumento musical como piano.

Para confirmação diagnóstica, além do exame físico sugestivo, o médico pode solicitar uma eletro-neuromiografia dos membros superiores que geralmente confirma o diagnóstico. Radiografias simples e uma ressonância magnética são importantes para se descartar causas que poderiam levar a compressão, como dito anteriormente.

O tratamento, de inicio é conservador, salvo casos de alteração acentuada da sensibilidade e, especialmente da atividade motora do nervo ulnar. O paciente deve evitar manter o cotovelo muito tempo fletido. Evitar apoiar o cotovelo com a parte interna do cotovelo, pois isso também comprime o nervo e provoca a sintomatologia. Mesmo durante a noite devemos evitar ambas as situações. Travesseiros, entre o braço e antebraço, ajudam ou enrolar uma toalha junto ao antebraço também. Caso o paciente não se adapte, confecção de uma órtese em 70º  de flexão pode ser recomendado, para que o paciente evite fletir o cotovelo a todo custo durante a noite.

O uso de anti-inflamatório está indicado em casos agudos. Exercícios de alongamento são recomendados, mas seus resultados são controversos.

O tratamento cirúrgico é indicado na falha do tratamento conservador por 6 a 12 semanas. Particularmente, eu prefiro a trasposição para anterior do nervo ulnar, pois acredito ser a técnica mais confiável e com menor chance de recidivas.

Transposição do nervo ulnar de posterior para anterior

O pós-operatório dessa cirurgia é relativamente simples para o paciente com retorno as atividades da vida diária em 6 semanas, isso sem restrições. Os piores resultados ocorrem naqueles pacientes  que apresentam tal compressão por mais de 6 meses, portanto não deve demorar para procurar um ortopedista caso apresente uma compressão do nervo ulnar.